Uma Página e o Medo no Oceano
Uma página em branco assemelha-se muito bem com uma situação que venho percebendo, senhorita Poliana: o medo de estar no mesmo lugar de experiências passadas. A folha, apresenta-se e exige, de certo modo, que saia algo de ti; o medo, também exige que algo seja posto para fora; os dois, não são nada por si, mas acabam sendo catalisadores deles mesmo. Quando postos diante da realidade, demandam de serem preenchidos e, opostamente, paralisam-no. Paralisam porque exigem uma mudança do ritmo tido até aquele momento, além disso, exigem que você pare e desprenda energia, uma energia proporcional ao que custam na sua totalidade. Porém, o amor pode desvencilhar esse impedimento, não temerá as decepções; nem as teme a esperança, nem a curiosidade e a fé consolidada. Não acha?
Pode me dizer o que houve com suas esperanças?
Será que você pode ser considerada, de algum modo, pronta, segura, boa, eficientes e suficientes? Existe mesmo algum tipo de ordem nisso tudo que passa na sua cabeça, ou você está blefando consigo? Não me entenda mal, eu quero que você pense melhor sobre sua própria vida, irmã. Talvez essa seja mesmo a única maneira de manter-se funcional: encontrando algumas Galápagos de ordem nesse oceano de desordem.