Sabe aquele momento, após estudar por muito tempo, que o conhecimento se torna óbvio? Antes disso, você passou possivelmente por uma angústia causada pela confusão com aquele conteúdo; sofreu. Perceba que esse “se tornar óbvio” é um engrama que você adquiriu para interpretar o mundo a sua volta de outra maneira. Veja: o conhecimento amplia o tamanho da circunferência e o que é selecionado na ponta do funil a qual você absorve, processa e devolve informação e ação para o mundo. Parece-me então que o que torna a vida digna e a maneira com a qual você pode retribuir as características que a evolução humana lhe ofereceu, a estrutura do seu cérebro, seus genes, tudo que te envolve, é por meio da busca por essa confusão, esse desconforto, em busca da curiosidade e da potência máxima do viver, que por fim é dedicada, além de si, a alguém.